UTOPIA: algumas [im]possibilidades

UTOPIA: algumas [im]possibilidades

Uma curadoria imaginária de Guy Amado [para o doutoramento na FBAUP]

 

Vamos a caminho: o comboio por entre as imagens imortais. A utopia, sabes? É imperfeito o mundo“. [Manuel Gusmão]

O que aqui se propõe é um exercício curatorial imaginário balizado pela noção de utopia – e onde se invoca também sua antítese, a distopia. De modelo idealizado de sociedade ou espécie de realidade harmoniosa e compensatória frente à realidade vigente a horizonte acabado de expectativas, a Utopia [o “Paraíso”?] segue alimentando e impulsionando a vontade humana. Por outro lado, sua contrafação, a distopia, parece ter ganho força no imaginário cultural a partir da segunda metade do século 20, com a falência de um projeto moderno – e em última análise, humanista.
Seria hoje a utopia um anseio inútil? Que relações de sentido a arte contemporânea pode estabelecer com a utopia? E por quais vieses?
Pretende-se que essas e outras questões sejam de algum modo trazidas à baila nesta proposta de “exposição fictícia”. A partir de um conjunto de obras de renomados artistas contemporâneos, articula-se a emergência da pulsão utópica [ou distópica] como leit-motiv, em registos e graus diversos de aspirações: ora em tônus crítico, ora terapêutico, ou ainda em chave metafísica. E freqüentemente enunciando sua própria impossibilidade: condição fulcral, como sabido, para sua [não]consumação. É nesse paradoxo que reside classicamente sua potência, e que de resto anima essa exposição sem obras.

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